quinta-feira, 12 de maio de 2011

Paixões...

Tenho verdadeiro amor por filmes.
Um amor enorme!
Especialmente pelos antigos.
Lembro da presença de filmes em minha vida desde sempre.
Lembro de meu pai sentado perto de mim vendo um filme, lembro das estantes da minha casa lotadas de fitas vhs.
Sim, sou do tempo de fitas vhs, do videocassete.
Eu adorava quando meu pai me convidava pra assistir um filme!
Lembro do primeiro filme que assisti no cinema: Pinochio!
É claro que foi com meu pai.
Poxa, se tem alguma coisa de bom que meu pai me ensinou foi o fato de amar música, bons livros e filmes!


Hoje assisti um filme muito legal: O Pai da Noiva.
Amo esse filme.
Não que eu seja chegada a comedias românticas, mas é um filme lindo!


Aproveitando o fato de eu falar de paixões, eu AMO livros!
Lembro do primeiro livro que li: A Casa que Pensava.
Era um livro de criança, lógico, pois eu tinha 4 anos e já adorava ter aquele peso nos meus braços.
Não gosto de livros on-line.
Gosto do cheiro das páginas, do peso do livro.
Quer me fazer feliz?
Me dê um livro de presente.
Não é a toa que meu marido me deu 5 livros de presente de natal.


Também AMO música.
Por ter vivido em uma casa cercada disso, tenho um gosto eclético.
Não acho que seja falta de gosto gostar de tudo um pouco!
Amo qualquer tipo de música!
Quer dizer, não qualquer tipo...
Odeio funk, pagode...
Coisas da vida!
Quem sabe, um dia falo mais sobre isso!

Acordada

Sigo palavras e busco estrelas
O que é que o mundo fez
Pra você rir assim
Pra não tocá-la, melhor nem vê-la
Como é que você pôde se perder de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
E você sempre tão distraída
Passa e não vê,e não vê

Fico acordado noites inteiras
Os dias parecem não ter mais fim
E a esfinge da espera
Olhos de pedra sem pena de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
Você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê

Já não consigo não pensar em você




Os paralamas do Sucesso - Seguindo Estrelas

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sem vontade de escrever...

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."

Clarice Lispector

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vovô Avelino


Vovô Avelino...
Ele era meu Nego...
Coisa estranha de se dizer de um avô, né?
Mas ele era...
Eu adorava abraçar ele...
Seu abraço tinha cheiro de torrado.
Engraçado, meu avós não tinham cheiro de gente velha, não.
Minha avó tinha cheiro de canela e meu avô de torrado!
É uma lembrança boa de se ter.
Continuando...
Meu avô teve um problema de pulmão (na pleura, pra ser mais precisa) pouco tempo depois de minha avó ir embora desse mundo.
Ele foi internado em outra cidade para garantir melhor tratamento.
O que aparentemente era um problema simples passou a ser mais grave do que se imaginava...
Dessa vez minha mãe me dava detalhes, pois estava sabendo de tudo pelo meu irmão.
Lembro de ter me preocupado e ela ter me tranquilizado, dizendo que meu avô estava muito bem assistido e que meu irmão me daria notícias. 
Lembro de ter falado com meu pai e ele ter dito o mesmo.
Lembro de meu avô ter precisado de uma cirurgia no pulmão e mesmo assim minha mãe ter me tranquilizado dizendo que o melhor médico tinha o operado e que tudo ficaria bem...
E lembro daquele maldito domingo em que eu vi meu celular tocar e ver que era minha mãe (pra esclarecer, eu converso com minha mãe quase todo dia, então não foi surpresa ver o nome dela na tela do celular).
E lembro de ouvir ela chorando muito, como ha muito tempo não ouvia, dizendo que meu avô tinha indo embora...
Daí em diante foi uma droga...
Um buraco abriu na minha frente, comecei a gritar a desabei...
Não lembro de muita coisa depois disso, mas lembro do colo do Alessandro...
Coitado, acho que ele não entendeu nada...
Mas ele sabia que coisa boa não era.
Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo e só conseguia pensar em conversar com meu pai.
Tudo piorou quando ouvi meu pai, com voz muito fria, não sei se estava em choque, acredito que sim, mas não parecia meu pai...
Na verdade, eu não parecia eu.
Isso!
Acho que, na verdade, era eu que estava fora de mim.
Assim como com minha avó, eu escrevi embaixo da mesma foto do Orkut:
Francyne DiasVovô, eu acreditei que teria tempo pra te ver... Eu achei que poderia ver novamente o seu sorriso... Porque será que nunca conseguimos prever o futuro? Se eu pudesse antever o que iria acontecer não teria deixado passar nenhuma oportunidade. Sei que o senhor está do lado de vovó, que está ao lado de sua Nega, mas então por quê eu sinto esse vazio todo, vovô? Eu vou ficar sempre com a lembrança da sua imagem alegre. Quero acreditar que a partir de agora o senhor vai sempre estar olhando pela gente, junto de vovó... Me perdoa se eu chorar? Eu te amo, "Vilino"!22/08/2010
Chorei naquele domingo o tempo todo e, na segunda acreditei que conseguiria trabalhar normalmente.
Daí, quando sentei na minha mesa eu chorei como se não tivesse chorado nada.
Não conseguia sequer ficar de pé direito.
Foi muito ruim...
Está sendo muito ruim lembrar disso tudo agora...
Só de pensar que a última vez que conversei com meu avô, ouvi ele chorar, me dá um desespero.
E minhas palavras cessam...
Só consigo olhar pra essa tela e nada me vem.
Só me vem aquele sorriso fácil dele...
E o medo que senti quando ele teve um infarto...
Lembro que a casa dele tinha amor!
Um amor diferente!
Sei lá, eu lembro de ser muito criança e dele falando com aquela voz engrançadinha, do fim da tarde e ele pegando uma cadeira e indo sentar na porta da casa dele.
Do nada vinha mais um monte de gente com cadeiras nas mãos sentar perto dele.
E lembro daquela risada gostosa.
Lembro de querer ficar perto dele e ouvir suas histórias...
E dele jogando pif.
Enfim, tenho lembranças boas dele.
Muitas!
E isso me deixa confortada.
Acredito que todos nós temos que ter lembranças boas daqueles que nos deixaram.
É o que nos resta...


Então, de meus avós paternos que foram embora práticamente juntos (e tenho certeza que estão mais juntos que nunca) ficou muito amor, muitas lembranças e MUITAS saudades!

Vovó Maria


Hoje eu vou falar de saudade...
Dizia Chico Xavier: "A saudade é uma dor que fere nos dois mundos."
Sábias palavras.
Não sei no outro mundo, mas no meu dói bastante.
E dói de um jeito que tenho medo até de falar.
Já explico...
Perdi meus avós recentemente.
Digo avós porque os dois (paternos) foram embora praticamente juntos, a diferença foi de 1 mês e meio.
Minha avózinha teve uma avc e ficou internada durante o mês de junho de 2010 inteiro, praticamente.
Não sei bem ao certo, mas sei que foi bastante tempo.
É um dos grandes problemas de se morar longe e ter pais divorciados, as informações chegam cortadas até mim.
Sei que foi terrivel, até eu saber o quão grave era o estado de minha avó, já era tarde demais.
Até agora, se eu me concentrar, consigo ouvir as ultimas palavras que ouvi com clareza de meu avô, pelo telefone (eu lembro de ter ligado para seu celular e um dos netos dele que eu não conheço pessoalmente atender e demorar uma eternidade para passar o telefone pra ele).
Não vou escrever o que meu avô me disse pois não conseguiria continuar escrevendo, mas me dói muito.
Só lembro que foi a primeira vez que ouvi meu avô chorando.
No mesmo dia após conversar com meu avô, o telefone da minha casa tocou...
Era meu pai, as 21:35hs, mais ou menos, não sei ao certo. 
Me lembro que eu estava assistindo ao filme Legião.
O telefone tocou, o Alessandro parou o DVD e viu no identificador que era meu pai e passou pra mim.
Meu pai, me ligando?
Ainda por cima, de noite?
Ele me disse que minha vô tinha falecido.
Meu pai estava chorando.
E eu tentei controlar a voz enquanto falava com ele.
Ele pediu pra eu falar pro meu irmão e eu disse: Claro!
Desliguei e desabei...
Chorei, gritei...
O Alessandro me abraçou e eu chorei muito...
Não lembro por quanto tempo, mas demorei pra voltar ao normal.
Sempre precisei de valvulas de escape para voltar ao normal e minha valvula sempre foi escrever.
Então escrevi no Orkut.
Debaixo da mesma foto que inicia esse post...
O que escrevi:
Francyne DiasVovó, meu coração está despedaçado. Que saudades da senhora, minha vó! Que vontade de ter te dado um abraço... Fico lembrando o tempo todo das coisas que a senhora me falava, do seu jeitinho lindo, do seu cheirinho... Minha vózinha, olha pela gente, Me perdoa se eu chorar, mas e que a saudade não tem tamanho e dói... Eu sempre vou te amar!04/07/2010
Me senti um pouco melhor e pude ligar pro meu irmão...


Confesso que senti muita falta de ter dado um último abraço, mas eu sonhei com ela na mesma noite e ela me disse pra me acalmar...
Depois do sonho eu pude seguir a vida, sinto muita falta dela, como agora mesmo, mas sei que ela olha por mim sempre...
Não me preocupo tanto com meu pai, porque sei que ela está olhando por ele por mim...
Minha vó era daqueles seres humanos que não podem ficar por muito tempo na Terra.
Ele tinha o dom da benevolência.
Ela era a calma em pessoa.
Ela transmitia a paz.
Ela tinha o sorriso mais lindo do mundo...
Minha avó era, sem sombra de duvidas, uma santa.
Não, não sou fanática religiosa, nem nada do tipo, sou etá descrente demais.
Mas ela era um ser de tal bondade que não poderia ficar por muito tempo no meio de tanta gente egoista (sim porque qualquer pessoa perto dela era egoista.).
Eu poderia passar o dia inteiro sentindo seu cheiro, escutando sua palavras simples...
Tudo sem me cansar.
Ela era dita como mulher de pouco estudo, mas era uma mulher sábia ao extremo.
Vou parar um pouco, daqui a pouco, volto...
O importante é que todos saibam o quão maravilhosa foi minha vó Maria...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A hora de ser feliz...

Antes de mais nada, realmente eu sumo nos fins de semana.
Fim de semana é sagrado, é tempo integral para meu amado marido.
Geralmente passamos o fim de semana inteiro juntos, dormimos bastante, bebemos, saimos.
O que importa é estarmos juntos.
Em alguns desses fins de semana a Gabriele (minha enteada) vem pra cá.
Daí é uma farra!
Gosto demais dela.
Pra mim, ela é uma filha que foi gerada em outra barriga.

O debate sobre os nossos filhos é meio polêmico.
Sou uma mulher em idade fértil, como tal tenho vontades de ter filhos.
Mas as vontades vem e passam.
Não são avassaladoras, ainda não tive aquela crise de "minha vida não tem sentido sem um filho", mas sei que um dia ela vai vir.
O Alessandro tem uma experiência muito conturbada com relação a isso.
A filha dele é fruto de um relacionamento que ele teve fora de um namoro que foi bastante longo (durou 9 anos no total). Ele tinha 17 anos quando ela nasceu, não teve grande convivência com a filha nos primeiros anos e eles só passaram a se ver mais apos o começo do nosso relacionamento.
Então, a experiência dele foi um tanto conturbada.
Agora é tudo mais tranquilo entre os dois, graças a Deus...
Mas ainda não temos um ponto em comum e, por enquanto eu espero ele se decidir.

Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos na minha cara lavada
E venha sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, que chega assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente

Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça

Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Amor, meu grande amor, que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor me reconheça


Amor, meu Grande Amor - Barão Vermelho

sábado, 16 de abril de 2011

Aniversário de Charles Chaplin

Dia 16 de abril se comemora o 122° aniversário de Charles Chaplin.
Para comemorar, selecionei um texto dele, já que como ator ele era excelente, mas como autor era melhor ainda.
Enjoy!

Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

Explicando um pouco do passado...

Então, pra não ficar só citando algo que ninguém está entendendo bem, vou fazer um breve relato do que foi o passado.
Resumindo, tive um namorado em meu passado, ficamos juntos por quase 3 anos e as coisas não acabaram da forma como deveria.
Eu me apaixonei por outro.
Pra piorar esse outro era namorado da minha melhor amiga.
Entenderam o grande confusão?
Tudo isso trouxe grandes transtornos, um imenso caos.
Perdi o namorado, a melhor amiga e, de quebra, todos outros amigos que, estavam certos, ficaram do lado dela.
Me vi só, ilhada, sem saber o que fazer da minha vida.
Vaguei no limbo por 6 meses, até vir a idéia de recomeçar...
Meu coração estava em farelos, por que raios eu ficaria ali, vendo as pessoas que eu tanto prezava me ignorando?
Não sei se o que motivou foi vergonha, raiva ou culpa.
Acho que foi tudo junto.
Desde sempre, as minhas melhores idéias surgem no meio da confusão.
A de vir pra Curitiba creio que foi a melhor.
Minha familia também não estava muito contente comigo, nada melhor que dar espaço a eles, certo?
Não que minha familia seja ruim, de forma alguma, mas era uma cidade relativamente pequena, tudo que se faz as pessoas sabem.
Então...
Vim pra Curitiba com a cara e coragem que eu acreditava ter e fui morar na casa do meu irmão do meio, que já morava aqui há uns anos.
Sofri alguns percalços pois meu irmão acreditava que eu ainda tinha 11 anos, mas prefiro não me lembrar desse época.
Sinto uma saudade terrivel da minha cidade, nela ficaram meus pais e meu irmão mais velho.
Mas foi melhor assim.
E depois que vim pra cá, minha vida mudou.
Passei a enxergar tudo com outros olhos, parei de me culpar por fatos que me eram inevitáveis.
Claro que sei que foi culpa minha, se eu pudesse voltar atras não teria feito grande parte de tudo o que fiz.
Mas tudo o que aconteceu fez de mim a pessoa que sou.
Então, tem males que vem para o bem.

Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito,
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha,
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto,
Muito tenho prá falar

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar


Travessia - Milton Nascimento

Fatos esclarecidos! Next!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vamos falar dele?

Então agora vou falar sobre o dono do meu coração: Alessandro.
É isso mesmo, ele é o dono do meu coração!
Estamos juntos há 5 anos, 3 meses e 5 dias.

Quando eu o conheci, não acreditava mais em muita coisa.
Tinha zero de intenção de me relacionar com alguém, não tinha vontade sequer de conhecer novas pessoas.
Eu tinha acabado me me mudar pra Curitiba e já estava pensando em ir embora.

Eu conheci o Alessandro numa tarde de sol no mês de janeiro de 2006.
Dias antes ele havia começado a conversar comigo através de uma ferramenta da TIM chamada Blah. A Simone (uma amiga maravilhosa que conheci da forma mais estranha do mundo quando mudei pra cá e um dia entro em detalhes) me fez me cadastrar. Mal não vai fazer, disse ela.
A primeira vez que o vi ele estava de pé, com coturnos, bermuda, regata e dois capacetes no braço. O pior de tudo: um cavanhaque. Eu ODEIO cavanhaque! Numa boa, acho que o homem fica parecendo pilantra, sei lá. 

Ele é bem o oposto de mim: tímido, quieto, fala pouquissimo.
Eu sou extrovertida, agitada, falo pelos cotovelos e por onde mais der.

Mas os olhos dele...
Ah, foram os olhos! Certeza!
Os olhos dele são um mar de tranquilidade, de paz.
Vinda de um furação que devastou minha vida no ano anterior (sabe a cena da vaca voando no filme Twister? Foi mais ou menos assim que aconteceu, mas um dia eu explico melhor...), tudo o que eu precisava era disso.
Me apresentei e fomos caminhar.
Eu falava horrores e ele quieto.
Na minha cabeça passava mil coisas, do tipo "Ele tá me odiando" ou "Ele vai sair correndo em 3, 2, 1...".
Mas nada disso aconteceu.
Estavamos em um shopping no centro e ele perguntou se eu queria conhecer um dos parques da cidade.
Minha cabeça falou "não" (tinha acabado de conhecer o cara!), minha boca disse "sim".
Fomos ao parque Barigui.
Ele me falou um pouco da vida dele, disse que havia saido ha pouco de um relacionamento de quase 9 anos, que era gráfico e que tinha uma filha de relacionamento anterior.
Já fui perguntando quantos anos ela tinha, o nome, se era parecida com ela.
Ele diz que foi isso que o conquistou...
Ele me beijou pela primeira vez ao lado de um lago no fim da tarde, o sol se pondo.
E foi ai que eu senti!
Borboletas no estômago! Muitas! Uma revoada!
Nesse momento eu tive certeza que era ele!

Queria descobrir
Em 24h tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei

Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você

E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer

Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você

Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria


Tudo sobre você - Zélia Duncan

Quando fizemos 1 ano de namoro, ficamos noivos.
Em 28 de junho de 2008 fomos morar juntos.
Desde então nos consideramos casados.
Não é uma folha formato A4, tamanho 21 X 29,7 com 90 gramas que vai mudar o que sinto por ele.
Todo dia me apaixono novamente por ele.
Somos amigos, confidentes, companheiros, cumplices. 
Temos nossas diferenças, lógico, mas sempre conseguimos resolver sem grandes problemas.
Ele é a calma que me faltava.
Ele não me fez voltar a acreditar no amor, ele me mostrou o que é o amor.
Preciso dizer mais alguma coisa?
=)

Um pouco da vida

A minha vida é o que se chama de...
Diferente.
Isso! Diferente.
Morei em Minas Gerais até meus 21 anos, quando não dava mais (por motivos alheios a minha vontade, devo acrescentar) me mudei pra Curitiba - PR.
Curitiba é uma cidade que acompanha o clima: estranha.
Cada ano que passo aqui, meu afeto pela cidade aumenta.
Mas não esqueço da MINHA cidade.
Nunca! Sinto uma falta danada de lá.
Mas o que me prende em Curitiba é forte, meu coração esta aqui.
Mas isso é assunto pra outro post.

Quando eu falo que minha vida é diferente, digo porque eu tenho uma visão diferente dela.
Eu acredito em amores eternos, vida simples, conforto vindo da alma.
Não acredito em contos de fadas, mas acredito em bondade.
Dificilmente julgo alguém pelo fato de ter sido durante julgada (e condenada).
Eu tenho uma carga emocional de uma mulher de 60 anos.
Provavelmente vivi muito mais coisas que a dita velhinha.
Tudo o que vivi foi intensamente.
Minhas experiência, todas elas, foram vividas como se não houvesse amanhã.
Não me arrependo de nada, muito pelo contrario.
Quer dizer, somente uma ou outra coisa, mas acredito que errar é humano.
Como meus próprios erros, aprendi a perdoar as pessoas, a entender que toda verdade tem dois lados, que amigos vão embora sim e que não importa o quão boa eu seja, sempre haverá alguém que me achará a pior das pessoas.

Tive uma infância nômade, uma adolescência tumultuada e estou tendo uma maturidade tranquila.
Acho que tudo que vivi me deu a serenidade que eu precisava para viver a vida adulta.
Por enquanto é isso...
Aos poucos vou "me colocando pra fora".
Aquele abraço!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"Eu quis Força e recebi Dificuldades para me fazer forte.
Eu quis Sabedoria e recebi Problemas para resolver.
Eu quis Prosperidade e recebi Cérebro e Músculos para trabalhar.
Eu quis Coragem e recebi Perigo para superar.
Eu quis Amor e recebi pessoas com Problemas para ajudar.
Eu quis Favores e recebi Oportunidades.
Eu não tive nada do que quis... 
Mas eu recebi tudo de que precisava."
Autor Desconhecido

Continuando...

Então, agora que já estou à vontade com tudo isso (o blog) vou começar a colocar as garrinhas de fora.
Tive um blog anterior que tinha o mesmo nome e era hospedado no weblogger. Mas me parece que o weblogger.com se despediu da World Wide Web sem deixar endereço e nem me deu aviso previo. Enfim, consegui visualizar alguns trechos do meu antigo blog pelo http://replay.waybackmachine.org e li com aquela pontinha de entusiasmo e admiração, até uma pontada de tristeza pois foi uma época que não me orgulho e nem gostaria de reviver.


Dizia Wilian Shakespeare: "Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente".


Mas quem seria eu se não lesse cada linha?
Li, senti saudade de um ou dois fatos, tristeza pelos demais...
Acho que senti saudade só da amiga que tanto cito no blog. Do resto, quero distância.
A amiga...
Ela é o que mais me dói, doeu e doerá sempre.
Ela foi minha amiga por anos e anos.
Dividimos o fim da infância e o começo da adolescência, os principais fatos que marcam essa fase e dividimos o fim da mesma.
Com o fim da adolescência, veio o fim da amizade.
De pouquíssimas coisas me arrependo em minha vida, magoa-la é uma delas.
Mas, o que se há de fazer?
O que está feito, está feito.
De nada vai adiantar me remoer com tudo isso.
O que importa é que eu tenho lembranças, sou feita delas.


Com isso chego a 2 conclusões:


1ª Meu gosto musical não mudou quase nada;
2ª MEU DEUS! COMO EU ERA DRAMÁTICA!


É isso! O beijo!

Olá...

Bom dia!
Eu sou a Francyne, tenho 26 anos, sou casada com o Alessandro e madrasta da Gabriele.
Sou natural de Montes Claros - MG, mas moro em Curitiba - PR há 5 anos e meio.
Amo cozinhar.
Tenho insônia.
Tenho preguiça de gente chata.
Tenho fé em Deus, mas deixei há muito de seguir uma religião.
Não gosto de politica, apesar de ter vindo de uma familia bastante ativa nessa area.
Tenho saudade crônica.
Amo música!
Amo filmes!
Amo poesia!
Sou extremamente extrovertida.
Tenho crises de solidão, lembranças de uma vida passada.
Aos poucos, me apresento melhor.
Bem vindos!